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CERIH


A Central de Regulação de Internação Hospitalar – CERIH – é responsável pela regulação da internação hospitalar nos estabelecimentos assistenciais de saúde do Distrito Federal (DF), vinculados ao Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo a totalidade dos leitos de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal, Pediátrica e Adulto, sendo próprios ou contratados, priorizam os pacientes inseridos na lista de espera de UTI de acordo com os critérios elencados na Portaria SES/DF nº 200, de 06 de agosto de 2015, de maneira a garantir o acesso do paciente aos leitos de internação.

FLUXO DE SOLICITAÇÃO DE VAGA EM UTI NA REDE SES/DF

FIGURA 1: Central de Regulação de Internação Hospitalar (CERIH).

 

PRIORIDADE

A prioridade é definida de acordo com a Portaria Nº 200, de 06 de Agosto de 2015 da SES/DF que traz os critérios para admissão de pacientes em Unidade de Terapia Intensiva com a priorização na regulação médica das solicitações de internação em UTI que permite identificar: pacientes que mais serão beneficiados da admissão imediata na UTI; pacientes que não serão beneficiados pela terapia intensiva, ou seja, pela condição clínica que não justifica a necessidade de UTI ou ausência de perspectiva terapêutica.

CRITÉRIOS DE PRIORIZAÇÃO:

PRIORIDADE 01 – Inclui os pacientes gravemente doentes, instáveis, com chances significativas de recuperação, os quais necessitam de monitorização e tratamento intensivo que não podem ser prestados fora da UTI. Esses tratamentos compreendem: suporte ventilatório invasivo e não invasivo, infusão contínua de drogas vasoativas e/ou intervenções agudas. Nesses pacientes, não há limites em se iniciar ou introduzir a terapêutica necessária.

PRIORIDADE 02 – Inclui pacientes sem instabilidade, mas que necessitam de monitorização intensiva pela possibilidade de descompensação e/ou potencial necessidade de intervenção imediata. Não existe limite terapêutico geralmente estabelecido para estes pacientes.

PRIORIDADE 03 – Inclui pacientes instáveis, com baixa probabilidade de recuperação, seja pela doença de base e/ou natureza da sua doença aguda e/ou presença de comorbidades. Esses pacientes podem ter limites e/ou esforços terapêuticos estabelecidos como a não intubação ou a não-reanimação cardiopulmonar.

PRIORIDADE 4: Inclui pacientes que apresentam pouco ou nenhum benefício com a internação em UTI. Em regra, o tratamento intensivo não é recomendado para esses pacientes e, por isso deverão ser retirados da lista de espera por UTI pela CRIH. Podem ser classificados como:

PRIORIDADE 4A – Pacientes com pouco ou nenhum benefício da admissão em UTI, devido à condição clínica não justificar internação em terapia intensiva. São aqueles pacientes que apresentam baixo risco de descompensação ou baixa necessidade de intervenção.

PRIORIDADE 4B: Pacientes em terminalidade ou com doença irreversível diante da morte iminente. São aqueles que a condição clínica não justifica a necessidade de UTI devido à ausência de perspectiva terapêutica.

DATA DE ENTRADA NA FILA – Data em que o médico solicita o leito de UTI no sistema Trackcare.

HORA – hora que o médico solicita o leito de UTI no sistema Trackcare.

NUMERO DE PASSAGEM  – Número de identificação do atendimento do paciente pelo sistema Trackcare. Esse número diz respeito apenas a passagem do paciente na internação que gerou a necessidade de solicitação de leito de UTI, garantindo o sigilo necessário no acesso às informações do prontuário do paciente. Pode ser obtido com o médico da Unidade de saúde que fez a solicitação do leito de UTI.

PERFIL DE LEITO – Definido de acordo com a necessidade do paciente. Ex: UTI Materna, UTI Coronariana, UTI Cirúrgica, UTI Neurotrauma, UTI Neonatal, UTI pediátrica.

PEFIL DE LEITO NÃO INFORMADO – Situação em qua ainda não houve a qualificação/atualização pela CERIH do perfil de leito adequado à necessidade do paciente. 

 

PORTARIAS:

PORTARIA Nº 199, DE 06 DE AGOSTO DE 2015.

PORTARIA Nº 200, DE 06 DE AGOSTO DE 2015.

RESOLUÇÃO CFM Nº 1931/2009 – Aprova o Código de ética médica;

RESOLUÇÃO CFM nº 1997/2012 – Altera a redação do artigo 77 do Código de Ética Médica, aprovado pela Resolução CFM nº 1.931, de 17 de setembro de 2009. Resolução CFM Nº 1.821/07 – Aprova as normas técnicas concernentes à digitalização e uso dos sistemas informatizados para a guarda e manuseio dos documentos dos prontuários dos pacientes, autorizando a eliminação do papel e a troca de informação identificada em saúde.

Lei nº 12.527, de 18 de novembro de 2011. Regula o acesso a informações previsto no inciso XXXIII do art. 5º, no inciso II do § 3º do art. 37 e no § 2º do art. 216 da Constituição Federal; altera a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990;